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Debate reúne estudantes, professores e funcionários para discutir questões de gênero

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Evento aconteceu no anfiteatro Pau-Brasil

 

Por Lid Matos

No dia 27 de junho, aconteceu o debate com o tema “É uma questão de gênero, na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP. O evento, organizado pelo Núcleo de Direitos Humanos (NDH) da Unidade, contou com as palestrantes Márcia Thereza Couto, da Faculdade de Medicina (FM) da USP e uma das coordenadoras da rede “Não Cala” de professoras e pesquisadoras, Patrícia Tomisawa do Núcleo USPmulheres e Ketrin Cristina da Silva, que foi pós-graduanda da FMVZ e criadora da página e do canal do youtube #converse.

Márcia Couto contextualizou como e quando a questão de gênero, principalmente referente às mulheres, começou a ser pautada na academia. A professora destacou que “gênero” é um termo recente e que suas questões só começaram a receber atenção na sociedade por causa dos movimentos sociais, como as sufragistas, que reivindicavam seu direito ao voto e também a ocuparem os mesmos postos de trabalho dos homens.

Na academia, entretanto, as questões de gênero só passaram a ser objetos de pesquisas a partir dos anos 70, com o movimento da contracultura norte-americana. Foi discutida também a inclusão de pautas de outros grupos sociais como os LGBT e transexuais na questão de gênero. A conclusão que a mesa chegou foi que, mesmo que cada grupo tenha suas reivindicações legítimas, o debate pode e deve ser amplo, pois apesar de suas peculiaridades, algumas pautas se relacionam e ninguém deve ser excluído. Analisando a questão do ponto de vista antropológico, Márcia explicou que o ser humano se constitui dentro da sociedade através de classificações e é assim que as diferenças e qualificações se constroem, o que causa danos sociais e psicológicos às minorias.

Por fim, foram encaminhadas perguntas do público às palestrantes, sobre questões como “O que os docentes podem fazer e como proceder com relatos de assédios” e “Como lidar com os assédios que a vítima sofre após denunciar a violência primária”. Márcia finalizou com uma sugestão de como proceder e levar adiante casos de assédio dentro da Universidade: comunicar as instâncias como a Ouvidoria da USP, a Diretoria da Faculdade, o escritório USPMulheres e para a Rede Não Cala, por e-mail.

 

 

As denúncias sobre violência de gênero, sexual, assédio moral, e outras violações aos direitos humanos na FMVZ devem ser comunicadas aos membros do Núcleo de Direitos Humanos por meio dos telefones 3091-7671 e 3091-8358 ou pelo e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.. O denunciante poderá se manter anônimo, se assim o quiser.