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Alunos da FMVZ-USP ajudam a melhorar a vida de idosos em Pirassununga

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Rafael Nascimento, Lívia Queiroz (a frente), Maria Fernanda Burbarelli (de azul), Alessandra Orsi (de vermelho) e Bruna Gomes. Preparativos para comemoração dos aniversariantes do mês de janeiro

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Rafael Nascimento e Maria Fernanda Burbarelli colhem alface para o almoço de sábado dos idosos

Fotos:  Lívia Queiroz

 

Grupo de voluntários do VNP convida a comunidade USP a diminuir a distância entre universitários e a sociedade e abrir as portas da USP para conceitos nobres como o voluntariado.

Desde o início do ano, alunos de pós-graduação do Departamento de Nutrição e Produção Animal (VNP) da Faculdade de Medicina Veterinária (FMVZ) da USP, vêm realizando atividades voluntárias na cidade de Pirassununga/SP. Atualmente o grupo colabora com o Asilo Nossa Senhora de Fátima, localizado no Centro de Pirassununga, com 42 idosos de ambos os sexos. A instituição é mantida por verba municipal e por doações e arrecadações em eventos beneficentes. Lá está sendo plantada uma horta para consumo dos internos e venda da produção excedente.

Também estão sendo realizadas campanhas de arrecadação de leite, ações entre amigos, e mutirões de limpeza. A arrecadação de fundos é destinada a implantação e a manutenção da horta. Os mutirões de limpeza surgiram da consciência de responsabilidade social tendo em vista as preocupações com as doenças endêmicas como a dengue, além de proporcionar bem-estar aos internos.

Os voluntários Alessandra Orsie MarcosArcari descrevem o tempo dedicado à horta como um momento de tranquilidade muito gratificante. Para eles, “preparar a terra, plantar e colher os primeiros produtos e vê-los no prato dos idosos, faz com que todo trabalho valha a pena.”  Para Fernanda Burbarelli que está na cidade há seis anos dedicando-se aodoutorado “o contato com os idosos é uma maneira de agradecer à comunidade da cidade pela acolhida, mas também é uma importante contribuição para nossa formação pessoal”.

Como o grupo foi criado

A mestranda Lívia Queiroz, que se declara apaixonada pela cidade de Pirassununga, explica como o projeto se iniciou. Em 2010, durante a graduação, e em 2015, quando retornou para o mestrado, ela percebeu que a “família” pirassununguense está sempre disposta a ajudar em situações cotidianas, mas difíceis para os recém-chegados na cidade”, destacou. Ela conta que, por sempre estar envolvida com ações voluntárias e por se sentir agradecida pela acolhida, logo se engajou em ações com arrecadação de brinquedos. Quando o engajamento envolveu professores, alunos e funcionários do VNP, ela percebeu que muitos queriam contribuir ainda mais. Assim, reunindo o grupo com pensamentos similares, e com os conselhos do Professor Ricardo Albuquerque que também realiza projetos sociais na cidade, passaram a ajudar o asilo.

Importância para os jovens

A destemida Lívia acredita que esse tipo de vivência, de doar-se, seja ainda mais importante na formação de jovens. “É nessa época que fazemos escolhas importantes e, com a experiência de voluntariar, inconscientemente nos tornamos mais éticos. Aprende-se que o outro importa sim, que trabalho coletivo leva mais longe, que prazos interferem na atividade de terceiros, que respeito é necessário, entre muitos outros ensinamentos. Em uma sociedade em que cada dia mais observamos o egocentrismo e o individualismo, muitas vezes impostos pela tecnologia por exemplo, interações desse tipo se fazem ainda mais relevantes”, destaca.

Segundo ela, a experiência de dedicar-se ao próximo, é enobrecedora. “O desejo de fazer alguma coisa para agradecer o simples fato de se ter o que comer, de estar saudável, de tomar um banho quente, sempre foi inerente a mim. Penso quantas pessoas no mundo passam por necessidade de todo tipo e quão privilegiada sou por ser poupada. Fazer diferença no mundo, é a maior gratidão que se possa pensar. Saber que alguém viveu melhor porque você existiu, e a melhor motivação para acordar. Costumo dizer que é como contar uma piada. Viver é contar uma piada; se ninguém ri, não tem graça certo? Contamos a piada para que alguém se sinta bem, que ache engraçado e tenha um momento de descontração.” Para a mestranda, “praticar trabalho voluntário é contar piadas o tempo todo. É dedicar-se inteiramente a algo que não lhe trará benefícios materiais, porém, preencherá sua vida de gargalhadas”, avalia.

Impacto na vida das pessoas

O trabalho desenvolvido pelo grupo impacta na vida de pessoas como Maria, que tem esquizofrenia, e aos 76 anos, 15 deles no asilo, não tem se quer para quem enviar uma carta, ou dar um telefonema. Não se lembra de nenhuma brincadeira da infância, mas se recorda do rostinho do filho, que ao nascer foi tirado dela. Tem medo de escuro, chuva e fogo e na sua solidão considera as pessoas que cuidam dela sua família.

Como ajudar

O grupo espera poder contar com mais voluntários para colocar em prática projetos como piquenique para os idosos no campus de Pirassununga, promover tardes de beleza e fotografia e melhorar as comemorações de aniversário. A colaboração pode ser por meio de trabalho, mas também por doação de itens como leite longa vida integral, produtos de higiene e limpeza, entre outros. O endereço do Asilo Nossa Senhora de Fátima é Alameda Cônego Francisco Cruz Cônego Francisco Cruz, 108, Pirassununga/SP, CEP 13631-049. Doações em dinheiro devem ser feitas pessoalmente.

Contato: 19 986094048

E-mail: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.