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Diretor da FMVZ toma posse anunciando novos projetos e continuidade das obras existentes

Em cerimônia realizada no Auditório Prof. Dr. Altino Augusto de Azevedo Antunes, no dia 14 de outubro, Enrico Lippi Ortolani tomou posse como novo diretor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP.

Fonte: USP Sala de Imprensa

Graduado pela própria unidade, em 1977, Ortolani se tornou docente do Departamento de Patologia e Clínicas Médicas (atual Departamento de Clínica Médica). Obteve o doutorado em parasitologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), em 1988; o pós-doutorado no Moredun Research Institute, em Edimburgo, Escócia, em 1992; e a livre docência pela FMVZ, em 1997. Em 2006, tornou-se professor titular da disciplina de Clínica das Doenças Nutricionais e Metabólicas. Entre os diversos cargos administrativos que ocupou, foi presidente da Comissão de Graduação da FMVZ, de 2003 a 2007, e vice-diretor na gestão que acabou de se encerrar.

Autor de quatro livros, Ortolani já foi consultor técnico do Suplemento Agrícola do Jornal O Estado de São Paulo e, atualmente, é consultor veterinário do programa Globo Rural. Ciente da importância da comunicação nos dias atuais, tem contribuído também na assessoria de imprensa da FMVZ e na redação do Inforvet, o boletim interno da unidade.

Continuidade

Em seu discurso de posse, o novo diretor se comprometeu em dar continuidade às obras e aos projetos iniciados na gestão anterior, como a reformulação das grades curriculares; o plano de melhorias da infraestrutura da Faculdade ; e a construção do prédio do “cão-guia”, em parceria com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, destinado ao treinamento de animais para condução de deficientes visuais. “A dívida social do Brasil com os deficientes visuais é enorme. Atualmente, apenas 120 deficientes no país inteiro tem o privilégio de possuir um cão guia”, argumenta o diretor.

Entre os projetos novos, foram anunciadas a construção do Centro Didático, a reforma da Clínica Médica dos Animais de Grande Porte e a capacitação do Hospital Veterinário (Hovet) para o atendimento 24 horas, com a ampliação da área construída e do quadro funcional.

O reitor João Grandino Rodas saudou tanto o novo diretor como o agora ex-diretor José Antônio Visintin e parabenizou a unidade pelo Ano Mundial da Veterinária. “O valor da Universidade é a soma do esforço de todos e a FMVZ é um exemplo de unidade que trabalha com responsabilidade e colabora cada vez mais para uma Universidade melhor. No ano em que a USP comemora a marca de 100 mil títulos e a 178º alcançada no ranking Times Of Higher Education, é importante que cada um reflita sobre o que vem fazendo pela Universidade”.

Formadora de profissionais

Criada em 1934, a Faculdade de Medicina Veterinária foi uma das oito unidades fundadoras da Universidade de São Paulo. Ao incorporar no ano seguinte a Escola de Medicina Veterinária, existente desde 1919 e pertencente à Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, a unidade passou a ser a segunda faculdade de veterinária mais antiga do Brasil.

Atualmente, a FMVZ é referência na América Latina não somente pela formação de profissionais capacitados, mas também pelo desenvolvimento de importantes pesquisas na área de veterinária e zootecnia. De acordo com Ortolani, foram da FMVZ 3.500 dos 100 mil títulos já concedidos pela Universidade. Além disso, aproximadamente 40% dos docentes da unidade são bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ou Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “O reconhecimento internacional da FMVZ também é crescente. Sempre incentivamos alunos e professores a se aprimorarem no exterior, agora, são os pesquisadores estrangeiros que nos procuram em busca de aperfeiçoamento”, completa o diretor.

O reitor também assinala a importância da pesquisa para o processo de internacionalização da USP. “A ideia da universidade como uma cidadela isolada e autônoma não se aplica mais. Hoje, a internacionalização da USP exige maior participação de nossos especialistas em pesquisas internacionais de ponta. Já não basta mais enviar pesquisadores para fazer intercâmbio, temos de nos integrar nas grandes pesquisas internacionais e para isso precisamos de infraestrutura e de pessoas”, finaliza.

(Foto: Ernani Coimbra)